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Arouca-Moreirense, 4-0 (crónica)
August 16, 2026
Arouca-Moreirense, 4-0 (crónica)
Como é boa a vida em Arouca
O aviso já tinha sido dado há uma semana, num terreno difícil frente a um clube que faz do seu estádio um castelo. Literalmente.
Nesse primeiro jogo do campeonato, contra as expectativas, o Arouca foi a Guimarães ganhar. Um golo solitário de Barbero bastou – a exibição, sólida, consistente e por vezes atrevida, ficou na retina.
Hoje, era a estreia dos arouquenses em casa frente a um outro clube que também tinha deixado boas impressões no primeiro jogo: o Moreirense. Que, estando a perder por duas vezes, conseguiu um empate em Braga, na Pedreira.
Ainda assim, em abono da verdade, os cónegos foram uma presa demasiado fácil para um Arouca que ganhou com toda a justiça, fruto, acima de tudo, de uma primeira parte de grande nível. A vitória faz mesmo com que sejam líderes à condição.
Apesar dos primeiros minutos mornos e de estudo de parte a parte, quando a equipa de Vasco Seabra pegou na batuta do jogo nunca mais a deixou fugir.
O golo inicial surgiu ao minuto 24, num auto-golo de Maracás. Ao tentar fazer um corte, o central do Moreirense traiu o próprio guarda-redes.
(Acabaria por ser, se pensarmos bem, uma metáfora para a primeira parte de desnorte para os comandados do outro Vasco. Botelho da Costa, no caso).
Aos 30m, José Fontán apontou o segundo do Arouca. Depois de uma primeira defesa de André Ferreira e de um corte em cima da linha de golo, foi o defesa a cumprir o ditado: à terceira foi de vez e o remate em arco só parou no fundo das redes.
Até ao intervalo, novo golo em nova desatenção: o meio-campo do Moreirense ficou a ver jogar, Djouahra cruzou de trivela, Barbero finalizou de cabeça.
A imagem dos jogadores do Moreirense, no relvado, numa roda, ainda antes de recolherem aos balneários, era sintomática: tinham plena noção de que era preciso muito mais.
Houve as entradas de Dinis Pinto e João Veloso, mas, verdade seja dita, pouco mudou. O Arouca não teve o ímpeto atacante do primeiro tempo, mas não precisava, tal o conforto da larga vantagem.
O Moreirense espreitou o golo apenas por uma vez, por intermédio de João Veloso, num cabeceamento que saiu ao lado.
Até ao final, foi dessa maneira que o jogou decorreu: sem grandes sobressaltos, expetativas de qualquer reviravolta… ah, e com novo golo do Arouca.
Num contra-ataque conduzido por Djouahra (que fez duas assistências), Nandín selou o resultado final, já no período de descontos.
Pela amostra até agora, este Arouca promete.
Vitória caseira do FC Arouca por 4️⃣-0️⃣ Vê ou revê os golos dos 🐺👇#sporttvportugal#LIGAnaSPORTTV#LigaPortugalBetclic#FCArouca#betanolppic.twitter.com/WVX9uUgwIU — sport tv (@sporttvportugal) August 16, 2026
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Não marcou, mas não engana: é jogador! Djouahra fez duas assistências, cheias de classe: uma na primeira parte, para Barbero, outra para Nandín, ao cair do pano. Já estava em Arouca no ano passado e tem tudo para ser uma das figuras da equipa este ano.
O MOMENTO: À terceira foi de vez, José Fontán (30m)
Depois de uma defesa de André Ferreira e de um corte em cima da linha de golo, José Fontán apontou um grande golo, com um remate em arco sem hipóteses. Foi a cereja no topo de uma exibição muito segura do patrão da defesa do Arouca.
São dois jogos e dois golos para o ponta de lança espanhol que já fazia parte do plantel na época temporada. Depois do tento em Braga, hoje voltou a marcar, dando o melhor seguimento a um grande cruzamento de Djouahra, com quem parece dar-se às mil maravilhas. Além do golo, esteve sempre muito ligado no ataque do Arouca.
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